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(Talita de Moraes , especial para o site da FPF )
Comissão de Arbitragem inova
na pré-temporada 2010
Na manhã desta quinta-feira, estiveram presentes na sede da Federação Paulista de Futebol o Presidente Marco Polo Del Nero, o Presidente da Comissão de Arbitragem Coronel Marcos Cabral Marinho de Moura, a Diretora da Escola de Arbitragem Silvia Regina de Oliveira e os médicos do Hospital CEMA Dr. Sérgio Crivelin e Dr. Pedro Cardoso, que apresentaram e esclareceram as novas medidas da arbitragem paulista para a temporada 2010.
 A principal novidade será a realização de um treinamento específico que visa aumentar a percepção da visão periférica dos membros da arbitragem, trabalho realizado em conjunto com os médicos do Hospital CEMA. “Este trabalho já é realizado há algum tempo nos Estados Unidos e no Canadá, nas principais ligas de Basquete, Hockey, Futebol Americano e Futebol. Acho que a FPF mais uma vez saiu na frente ao trazer isso para o Brasil. Serão dois meses de treinamento com testes específicos para melhorar o foco e diminuir o tempo cego dos árbitros entre um lance e outro”, explicou o Dr. Sérgio Crivelin, oftalmologista do CEMA.
Dr. Sérgio Crivelin
De acordo com o médico, o treinamento será realizado em quatro etapas principais, com início no dia 18 de dezembro. “Começaremos com exames clínicos para verificar as condições de cada árbitro e assistente. A partir daí, iniciaremos um treinamento mais básico, que poderá ser feito em casa ou após os treinos físicos e técnicos. Os membros da arbitragem vão receber um CD com instruções detalhadas e devem praticar durante dez minutos por dia de acordo com o que for apresentado”, contou.
Depois dos treinos mais básicos, serão iniciados os testes mais específicos, para os quais os árbitros e assistentes deverão ter uma resposta mais rápida da visão. “Na terceira etapa passaremos para trabalhos de velocidade periférica. Nesta etapa, os árbitros terão estímulos em dois painéis luminosos, localizados em pontos diferentes, e devem responder com a maior agilidade possível a estes sinais. Por fim, faremos testes com bola, como são feitos no exterior, nos quais o árbitro deve manter o foco em um ponto, enquanto bolas são arremessadas em sua direção. A intenção é que ele consiga pegar essa bola, mesmo sem olhar para ela, utilizando somente a visão periférica”, concluiu o Dr. Crivelin.
 Trabalhando em parceria com a FPF já há mais de dez anos, o Dr. Pedro Cardoso, também do CEMA, explica que todo o trabalho será acompanhado rigorosamente por médicos especialistas em oftalmologia e que exames clínicos serão feitos antes, durante e após o treinamento. “Desde 1999, fazemos um trabalho de check-up com os árbitros da FPF. Agora entramos nesta nova etapa de trabalhos, que vai desenvolver e apurar a visão dos membros da arbitragem. Fazemos todos os exames clínicos e encaminhamos para a FPF um relatório com as condições de cada um, que, aliado aos testes físicos e técnicos, vai definir quais árbitros estão aptos para participar do campeonato”, reforçou.
Dr. Pedro Cardoso
A idéia de trazer treinamentos mais específicos para o aumento da percepção da visão periférica surgiu a partir da observação do comportamento dos árbitros e assistentes durante as partidas de 2009. “Durante todo o ano, observamos as respostas dos árbitros e, principalmente, dos assistentes à determinadas situações de jogo, em que eles nem sempre estavam tão próximos do lance. Com isso, percebemos a necessidade de realizar um estudo com embasamento científico para melhorarmos esta percepção visual e chegamos ao programa atual em parceria com o CEMA, que sempre realizou um bom trabalho em parceria com a Comissão de Arbitragem”, concluiu o presidente Marco Polo Del Nero. |