Lacrimejamento constante não é normal
Entenda a importância do check-up ocular para mulheres acima de 60 anos

Imagem: Banco de Imagens
Além de evidenciar nossos sentimentos e emoções, a lágrima tem a função de limpar, lubrificar e proteger os olhos. Ao piscar, ela se espalha pela superfície ocular. O que sobra é drenado pelos pontos lacrimais até chegar ao nariz. Quando a drenagem falha, a lágrima transborda, causando lacrimejamento constante. Há quem ache isso normal, mas, quando acompanhado de secreções, dor e inchaço, esse excesso de lágrimas pode indicar obstrução das vias lacrimais.
Cerca de 70% dos casos acometem mulheres, em sua maioria após os 60 anos. Os principais fatores que explicam essa diferença entre homens e mulheres são: alterações anatômicas femininas, pois o canal nasolacrimal feminino costuma ser mais estreito, favorecendo a obstrução ao longo da vida; envelhecimento dos tecidos, pois, com a idade, ocorre degeneração e fibrose do ducto; e influência hormonal, devido ao período pós-menopausa.
É muito importante que a avaliação seja feita por um oftalmologista especializado. “Quando mal avaliada, a patologia pode ser tratada como quadro de alergia ou irritação ocular, postergando o diagnóstico correto, que, a longo prazo, pode causar conjuntivite de repetição, infecções e até mesmo celulite e inflamações faciais, nos casos mais extremos”, alerta a oftalmologista do Hospital CEMA, Rita Lima Obeid.
O tratamento para essa patologia pode ser clínico, com uso de medicações, ou cirúrgico. Há dois tipos: a dacriocistorrinostomia externa, que utiliza uma pequena incisão na pele ao lado do nariz (técnica convencional), e a endonasal, feita por dentro do nariz, sem cicatrizes externas (técnica superior e mais moderna).
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Referência no atendimento especializado e diagnóstico preciso, quando o assunto é cirurgia endoscópica de reconstituição da via lacrimal por via endonasal, o CEMA conta com a Dra. Rita Lima Obeid, que possui sólida experiência nesse tipo de procedimento. A técnica endonasal é sofisticada, exige conhecimento técnico e ampla experiência cirúrgica, além de apresentar vantagens significativas em relação à via externa. “As vantagens da técnica incluem a ausência de cicatriz, diferentemente da abordagem externa, recuperação mais rápida, alta hospitalar no mesmo dia e curto período de repouso, geralmente restrito a um dia”, explica.
A proporção é de três mulheres para cada homem acometido por alterações na via lacrimal. Por isso, no Mês da Mulher, voltamos nossos olhos para quem merece atenção e reforçamos a importância de cuidar da saúde ocular delas com segurança e qualidade.
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