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Cigarro pode provocar danos irreversíveis à garganta e favorecer o aparecimento da Covid-19

Ato de fumar pode comprometer a fala, deglutição e motricidade da região, facilitar a entrada de micro-organismos nocivos e provocar doenças graves, como tumores

Imagem retirada do banco de imagens

Nas últimas décadas, o número de fumantes caiu drasticamente. Entre 1989 e 2010, houve queda de 46% nesse índice, de acordo com dados do Ministério da Saúde. As campanhas de conscientização sobre os efeitos nocivos do cigarro tiveram um papel importante nessa queda, porém esse é um trabalho que nunca pode parar. Por isso, todo ano o Dia Mundial de Combate ao Cigarro (31.05) entra em cena para continuar uma discussão que nunca pode cessar. Os males do fumo para o organismo são bem conhecidos e, especificamente, na região da garganta, os estragos podem ser bem grandes. “As substâncias químicas presentes no cigarro causam irritação na pele que reveste toda a região da faringe e laringe, provocando um processo inflamatório crônico”, explica o otorrinolaringologista do Hospital CEMA, Cícero Matsuyama.

Os danos à garganta podem comprometer a fala, causar alterações de deglutição e motricidade de toda essa região anatômica, e isso inclui não somente o cigarro, mas também o charuto, cachimbo, narguilé e similares. O processo irritativo na garganta pode ainda favorecer o aparecimento da Covid-19, tendo em vista que o fumante passa por diversos processos inflamatórios no aparelho respiratório e pode ainda desenvolver quadros mais graves.

A frequência tem um papel importante no desenvolvimento de doenças mais graves causadas pelo cigarro. “Quanto mais se fuma, maiores as chances de que a pessoa tenha enfermidades, como tumores na garganta”, detalha o especialista do CEMA.  Atualmente, o total de adultos fumantes no Brasil fica em torno de 12,6%, segundo dados da Pesquisa nacional de Saúde (PNS). “A luta contra o tabagismo é feita há décadas. Houve muito progresso, mas tenho notado um crescente aumento do hábito de fumar em pessoas mais jovens. Então fica a mensagem que as leis são importantes, mas as orientações sobre os malefícios do tabagismo devem ser constantes. Só desta forma conseguiremos diminuir um hábito tão agressivo ao corpo humano”, resume Matsuyama.

Dr. Cícero Matsuyama, otorrinolaringologista do Hospital CEMA  
CRM: 69182 - RQE 56772  

Data de Publicação : 12/05/2021