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Muito além dos óculos e das lentes de contato

Saiba mais sobre as cirurgias refrativas, método inovador, cada vez mais eficaz e seguro, para corrigir problemas como miopia, astigmatismo e presbiopia

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Imagem retirada do banco de imagens

Antigamente, só havia um tratamento para problemas de refração: usar óculos. Posteriormente, surgiram as lentes de contato, mas ambas as soluções representavam a necessidade de um “acessório” para ajudar as pessoas a enxergarem melhor. Distúrbios refrativos ocorrem quando o olho refrata (desvia a luz) de modo incorreto, o que causa diminuição na acuidade visual, ou seja, no modo como se focaliza os objetos. “O erro refracional é uma das principais causas de deficiência visual reversível. Mas, nos últimos anos, os avanços no tratamento têm sido muito significativos”, explica o oftalmologista do Hospital CEMA, Wilson Obeid. Atualmente, entre as opções de correção da refração estão as cirurgias refrativas. 

“Nesses últimos 15 anos a cirurgia refrativa progrediu, não sendo apenas uma cirurgia a laser corretiva. Avanços tecnológicos contribuíram para o surgimento de implantes intracorneanos e de lentes intraoculares e cirurgia refrativa da córnea minimamente invasiva”, detalha o especialista. Um dos principais avanços foi a criação de um sistema de imagem que ajuda o médico a fazer um tratamento personalizado, que potencializa os resultados visuais. Além de reduzir o risco de complicações cirúrgicas, esse sistema melhora a segurança e eficácia do procedimento.

Entre os principais problemas refrativos estão a miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. A miopia é a forma mais comum de erro de refração, e aumenta em todo mundo, o que fez do distúrbio um importante problema de saúde pública, com estimativa de bilhões de pessoas afetadas até 2050. Ela ocorre quando os raios de luz que entram no olho estão focados na frente da retina. Já a hipermetropia é o inverso, e acontece quando os raios visuais estão focados na parte de trás da retina. O astigmatismo surge de anormalidades na curvatura do sistema ótico e a presbiopia acontece quando há uma alteração na acomodação visual, proporcionada pelo espessamento gradual e diminuição da elasticidade da lente natural do olho (cristalino). É uma consequência natural do envelhecimento. 

Os procedimentos inovadores que surgiram para corrigir tais problemas vão desde técnicas que utilizam laser, como PRK, LASIK, Cirurgia Refrativa guiada por Wavefront e Smile, até utilização de próteses, como os implantes intracorneanos. Nos procedimentos com o uso do laser a correção é feita com base na retirada de tecido estromal da córnea, alterando sua curvatura. Já os implantes conseguem a mudança na refração por meio de procedimentos que adicionam “tecido” ao órgão. “Os anéis intracorneanos são feitos de materiais sintéticos inertes e biocompatíveis, que são implantados no estroma profundo para modificar a curvatura da córnea”, esclarece o médico do CEMA. Atualmente, estes anéis, devido à falta de previsibilidade, são utilizados para melhorar a acuidade visual em pacientes que apresentam ceratocone.

O especialista explica que a cirurgia refrativa a laser é um procedimento que apresenta baixa taxa de complicação. No entanto, por ser cirúrgico e focar na restauração da acuidade visual não corrigida, quaisquer eventos adversos podem afetar a satisfação do paciente. Apesar disso, as chances de sucesso com as cirurgias refrativas são altíssimas. “Especificamente, a cirurgia refrativa a laser é agora amplamente reconhecida como segura e eficaz, obtendo-se os resultados mais previsíveis em pacientes com valores baixos a moderados de erro de refração”, diz ele.   Uma revisão de quase 100 estudos publicados desde 2008 mostrou que 98,8% dos pacientes submetidos ao procedimento a laser ficaram satisfeitos com o resultado. 

“A cirurgia refrativa é um método seguro, eficaz, que melhora a qualidade de vida e satisfação do paciente. Os rápidos avanços na tecnologia e inovação têm aumentado o leque de opções cirúrgicas disponíveis. O aumento na segurança permitiu que muitas pessoas fossem beneficiadas, o que elevou o índice de satisfação”, resume o oftalmologista.

Data de Publicação : 04/07/2019