Foco nos avanços da oftalmologia para melhor qualidade de vida

Cada vez mais a Oftalmologia vem avançando para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Não somente no domínio de lentes e de técnicas cirúrgicas, como também no uso de modernos recursos tecnológicos, como o laser, para as sequelas que atingem o órgão mais sensível do olho, a retina. Doenças de dimensões públicas como, por exemplo, a hipertensão e o diabetes, comprometem a visão gradativamente. Isso fere a qualidade de vida das pessoas.

É nesse contexto, em que o avanço científico e tecnológico precisa caminhar lado a lado com a excelência do corpo clínico e cirúrgico, que o Hospital CEMA definiu seus princípios. Princípios que se fortalecem não apenas com competência técnica, mas sobretudo com um atendimento humano, sensível e cordial.

Olho Seco

O olho seco é uma condição em que a produção ou a qualidade da lágrima diminuem, causando ressecamento e irritação na superfície do olho. De maneira geral, o envelhecimento é acompanhado de uma diminuição importante do filme lacrimal, sendo mais comum nas mulheres do que nos homens por questões hormonais.

No Brasil, 12,8% da população sofre com o problema, especialmente mulheres e idosos, segundo o DEWS II (Dry Eye Workshop Society). Um exemplo típico é um idoso que sente os olhos pesados ao assistir televisão, algo que faz com que ele os feche com frequência para aliviar o desconforto.

E vale lembrar: o olho seco pode, em casos graves e não tratados, levar a complicações sérias e até mesmo resultar em cegueira, embora seja uma situação mais rara.

O que causa o olho seco?


Os fatores que podem causar ou potencializar o ressecamento ocular são: vento excessivo, lentes de contato, ar-condicionado, poluição, pó, fumaça de cigarro, tempo em excesso na frente de computador, uso de maquiagem e clima seco. Algumas medicações também podem diminuir a produção lacrimal como betabloqueadores, anti-histamínicos, diuréticos, descongestionantes, antidepressivos, anticolinérgicos e outros. Existem várias doenças que são comumente relacionadas com olho seco. Entre essas a artrite, lúpus, sarcoidose, doenças da tireoide, de pele, doença de Parkinson entre outras, principalmente a síndrome de Sjögren, conhecida por causar olho seco severo.

“É importante que as pessoas se lembrem de fazer pausas durante o uso de telas no trabalho. Utilizar colírios específicos, nos casos de Síndrome do Olho Seco, também é algo que pode ajudar muito”, explica o oftalmologista do Hospital CEMA, Gustavo de Léo Soares.

Quais os principais sintomas?


Ardor, fotofobia (incômodo na claridade), vermelhidão, visão turva, sensação de areia no olho, incômodo para leitura e uso de telas - como celular, computador e televisão, por exemplo.

Como é o tratamento?


Varia conforme a sensibilidade de cada paciente e deve ser baseado no diagnóstico individualizado feito por médicos oftalmologistas. Basicamente são usados colírios lubrificantes (lágrimas artificiais), e em casos muito graves, optamos por obstruir os pontos lacrimais, diminuindo a drenagem da pouca lágrima existente, permanecendo assim maior tempo em contato com o olho.

Que exames fazer?


Teste de Rosa Bengala (corante que evidencia áreas de sofrimento tecidual) e teste de Schirmer, no qual a quantificação lacrimal é realizada através da umidificação de tiras de papel especial, colocadas na margem palpebral por cinco minutos.

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