Cirurgia de catarata atinge 98% de precisão com o avanço de lentes inteligentes e protocolos hospitalares de segurança
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Cirurgia de catarata atinge 98% de precisão com o avanço de lentes inteligentes e protocolos hospitalares de segurança

Especialistas do Hospital CEMA, referência no procedimento, apontam que a combinação de
tecnologia de diagnóstico,novos materiais de implante e suporte hospitalar de retaguarda
reduziu drasticamenteos riscos da intervenção oftalmológica em idosos

A catarata, caracterizada pela opacificação do cristalino, continua a ser um desafio de saúde pública, com prevalência que chega a 73% entre a população acima dos 75 anos. No entanto, o cenário do tratamento mudou significativamente nos últimos anos. Em 2026, a cirurgia de catarata deixou de ser um procedimento de caráter estritamente reparador para se tornar uma intervenção focada em precisão refrativa e segurança clínica.

A técnica de facoemulsificação, padrão-ouro na medicina oftalmológica, evoluiu com o suporte de diagnósticos por imagem mais detalhados. Segundo o corpo clínico do Hospital CEMA, referência em oftalmologia, há 50 anos no Brasil, o sucesso do procedimento começa no planejamento pré-operatório.

“O planejamento cirúrgico moderno é altamente personalizado. A avaliação da densidade da catarata, aliada à análise detalhada de estruturas oculares como córnea, retina e biometria ocular, permite ao cirurgião antecipar as características anatômicas e funcionais de cada paciente. Com isso, é possível escolher a estratégia cirúrgica e a lente intraocular mais adequadas, tornando o procedimento mais preciso, minimamente invasivo e com maior previsibilidade dos resultados”, explica Dr. Márcio Otsuka, oftalmologista especialista em catarata do Hospital CEMA.

Assista ao vídeo do CEMACast: Cirurgia de Catarata: recuperação, sintomas e quando operar

O papel das lentes intraoculares (LIOs)

Um dos maiores saltos tecnológicos da cirurgia de catarata foi a evolução das lentes intraoculares (LIOs). Hoje, elas não apenas substituem o cristalino acometido pela catarata, mas também podem proporcionar maior independência dos óculos. Com a escolha da lente adequada para cada paciente, é possível corrigir erros refrativos como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, oferecendo uma experiência visual muito mais completa após a cirurgia.

  • Correção refrativa personalizada: Com diferentes tecnologias disponíveis, as lentes intraoculares podem corrigir miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. A escolha individualizada da lente permite oferecer uma reabilitação visual mais completa e, em muitos casos, reduzir significativamente ou até eliminar a necessidade do uso de óculos.
  • Independência visual: a precisão dessas lentes possibilita que o paciente tenha um ganho significativo na acuidade visual, diminuindo a dependência do uso de óculos corretivos no período pós-operatório.

Outro ponto de mudança na literatura médica oftalmológica é a importância do ambiente onde a cirurgia é realizada. Especialistas ressaltam que, especialmente em pacientes idosos — grupo com maior incidência de comorbidades, como hipertensão ou diabetes —, a estrutura de um hospital supera as limitações de uma clínica ambulatorial padrão.

A infraestrutura hospitalar oferece três camadas de segurança essenciais:

  1. Monitoramento sistêmico: disponibilidade de equipamentos de monitoramento cardíaco e suporte anestésico durante todo o tempo da intervenção.
  2. Manejo de intercorrências: capacidade técnica imediata para responder a qualquer reação adversa, o que é inviável em centros cirúrgicos desprovidos de retaguarda hospitalar.

“Com esses avanços, a cirurgia de catarata consolida-se como um dos procedimentos de maior impacto na autonomia do idoso, devolvendo a segurança necessária para as atividades do dia a dia e garantindo uma recuperação mais célere e previsível”, finaliza o especialista.

Data de Publicação : 20/07/2026
Autor de Publicação : Sphera Comunicação e Reputação