Foco nos avanços da oftalmologia para melhor qualidade de vida

Cada vez mais a Oftalmologia vem avançando para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Não somente no domínio de lentes e de técnicas cirúrgicas, como também no uso de modernos recursos tecnológicos, como o laser, para as sequelas que atingem o órgão mais sensível do olho, a retina. Doenças de dimensões públicas como, por exemplo, a hipertensão e o diabetes, comprometem a visão gradativamente. Isso fere a qualidade de vida das pessoas.

É nesse contexto, em que o avanço científico e tecnológico precisa caminhar lado a lado com a excelência do corpo clínico e cirúrgico, que o Hospital CEMA definiu seus princípios. Princípios que se fortalecem não apenas com competência técnica, mas sobretudo com um atendimento humano, sensível e cordial.

Catarata

A catarata é a principal causa de cegueira tratável no mundo. Ela ocorre quando o cristalino, a lente natural do olho, perde progressivamente sua transparência, provocando uma redução gradual da visão.

A catarata é caracterizada pela opacificação do cristalino, a lente natural do olho. Ela pode ser congênita, quando presente desde o nascimento; relacionada ao envelhecimento, sua forma mais frequente; ou secundária a condições como diabetes, uveítes, traumas oculares e uso prolongado de corticosteroides. Estima-se que cerca de 46,2% das pessoas com mais de 65 anos apresentem catarata, tornando essa uma das doenças oculares mais prevalentes nessa faixa etária. A condição pode acometer um ou ambos os olhos e provocar perda progressiva da visão.

O que causa a catarata?


A principal causa da catarata é o envelhecimento natural do cristalino, a lente transparente localizada no interior do olho. Com o passar dos anos, suas proteínas sofrem alterações que levam à perda gradual da transparência.

Além do envelhecimento natural, diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolver catarata, como diabetes, exposição prolongada à radiação ultravioleta (luz solar), tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso prolongado de corticosteroides (por via oral, injetável ou em colírios), traumas oculares, inflamações intraoculares e algumas doenças metabólicas.

A catarata também pode ser congênita, estando presente desde o nascimento. Nesses casos, pode estar relacionada a alterações genéticas, infecções durante a gestação — como a rubéola — ou outras condições que afetam o desenvolvimento do cristalino.

Quais os principais sintomas?


“No princípio a pessoa pode sentir uma diminuição na acuidade visual, além de dificuldade para ver e distinguir cores. Visão dupla, troca frequente de óculos para correção de grau e problemas para enxergar em lugares poucos iluminados também são alguns dos sinais”, alerta o oftalmologista do Hospital CEMA, Minoru Fujii (CRM 58273 / RQE 46741). Existe, porém, um tipo de catarata em que o sintoma principal é a piora da visão na luz forte como por exemplo farol de carro.

Como prevenir?


Evitar exposição excessiva ao sol, usar óculos com proteção ultravioleta (UV), evitar fumar, evitar ingestão de álcool, alimentar-se bem e ter hábitos saudáveis que evitam doenças como diabete melito. Não usar colírios e medicamentos sem prescrição médica.

Quais os tratamentos?


A cirurgia de catarata é o único procedimento disponível para tratar essa condição, não havendo opções de tratamento clínico. E é importante não adiar o procedimento. “Embora a diminuição da visão seja reversível, a cirurgia, quando adiada por muito tempo, fica mais complicada, já que o cristalino se torna mais rígido”, detalha Fujii.

Quais exames fazer?


O diagnóstico da catarata é realizado durante a consulta oftalmológica por meio de um exame completo dos olhos. Inicialmente, é avaliada a acuidade visual para medir o quanto a catarata está comprometendo a visão do paciente.

Em seguida, o oftalmologista realiza o exame na lâmpada de fenda, que permite visualizar o cristalino e identificar o tipo e o grau da catarata. Na maioria dos casos, é necessário dilatar a pupila com colírios para examinar detalhadamente o cristalino, a retina e o nervo óptico, descartando outras doenças oculares que também podem reduzir a visão.

A tonometria, exame que mede a pressão intraocular, também faz parte da avaliação oftalmológica e auxilia na investigação de doenças associadas, como o glaucoma.

Quando há indicação de cirurgia, podem ser solicitados exames complementares, como biometria ocular, topografia ou tomografia da córnea, microscopia especular e tomografia de coerência óptica (OCT) da retina. Esses exames são fundamentais para o planejamento cirúrgico, permitindo a escolha da lente intraocular mais adequada e aumentando a previsibilidade dos resultados visuais.

Como é a cirurgia?


Consiste na remoção do cristalino afetado, substituindo-o por um artificial que permitirá a focalização correta das imagens captadas pela retina. O procedimento é rápido, indolor e com significativa melhora na visão.

A cirurgia de catarata consiste na remoção do cristalino opaco por meio de uma técnica minimamente invasiva, que utiliza ultrassom para fragmentar e aspirar a catarata. Em seguida, é implantada uma lente intraocular (LIO) transparente, que substitui o cristalino natural e restaura a capacidade de focalizar as imagens.

Atualmente, existem diferentes tipos de lentes intraoculares. Além de tratar a catarata, algumas podem corrigir o grau e reduzir significativamente a dependência dos óculos para atividades do dia a dia, podendo, em casos selecionados, até eliminar sua necessidade.

O procedimento é realizado com anestesia local, geralmente por meio de colírios, é indolor e dura, em média, de 10 a 20 minutos. Na maioria dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia.

A cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais seguros e realizados no mundo, com altas taxas de sucesso quando indicada e executada adequadamente. A recuperação visual costuma ser rápida, com melhora perceptível já nos primeiros dias, embora a estabilização completa da visão possa levar algumas semanas.

No pós-operatório, é fundamental utilizar corretamente os colírios prescritos, evitar esfregar os olhos e seguir todas as orientações do oftalmologista. A maioria das atividades cotidianas pode ser retomada em poucos dias, enquanto esforços físicos mais intensos devem ser evitados pelo período recomendado pelo médico.

Referência no tratamento de olhos, ouvidos, nariz e garganta, o Hospital CEMA conta com equipamentos de última geração que trazem maior eficiência e precisão para as cirurgias de catarata.

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